Fatiamento é consenso, mas prioridades não

 

03/02/2011 13:41

Deputados discutem fatiamento da reforma tributária

 

A estratégia de fatiar a reforma tributária é aceita tanto pelo governo como pela oposição. Os dois lados concordam que é mais fácil aprovar cada mudança por meio de projeto específico do que conseguir consenso para um único projeto que envolva os diversos pontos em debate. Mas as diferenças começam a aparecer na hora de definir por onde começar.

O líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP), aponta a desoneração da folha de salários como prioridade. Para ele, a medida aumentará a competitividade das empresas e sua capacidade de absorver mais mão de obra. Mas, segundo Duarte Nogueira, para que a reforma aconteça, mesmo que fatiada, o governo precisa apresentar mais coerência no seu posicionamento.

"Eu acho que é importante que haja um alinhamento dentro do governo e nós, da oposição, que sempre defendemos as reformas, vamos ajudar a fazê-la se o governo colocar o seu capital político e a sua maioria governista na mesma direção".

Os mecanismos que levarão a uma possível redução da carga tributária dividem as opiniões. O deputado Pedro Eugênio (PT-PE), ex-presidente da Comissão de Finanças e Tributação, defende mudanças para tornar o sistema mais justo, redistribuindo a carga para quem pode pagar mais. Assim ele se tornaria mais eficiente, abrindo as portas para uma futura redução da carga.

Duarte Nogueira acredita que a eficiência virá pela melhoria da qualidade do gasto público, com corte de despesas que não são prioritárias. Ele defende ainda uma melhor distribuição do bolo tributário entre a União, estados e municípios, e a redução da burocracia.

Simplificação
Pedro Eugênio defende a redução do número de impostos e a simplificação de procedimentos. "Nós poderíamos, por exemplo, identificar, dentro do princípio de simplificação, juntar e unificar, por exemplo, os impostos federais, de modo que pudéssemos ter o número menor possível de impostos. Isso simplificaria os procedimentos tributários, tornaria mais ágil, facilitaria a vida das empresas e dos contribuintes e melhoraria a eficiência da economia com certeza", disse.

Para o deputado, a base governista e a oposição devem trabalhar com “princípios condutores” para evitar que sejam aprovados projetos conflitantes entre si. E outro princípio apontado por ele é o da progressividade, que permitiria identificar os bens que mereçam uma carga tributária menor, de acordo com uma lógica redistributiva.

 

Reportagem – Verônica Lima /Rádio Câmara
Edição – Wilson Silveira - Agência Câmara
 

 

Notícias

Intenção de compra de imóveis atinge maior nível em um ano

Intenção de compra de imóveis atinge maior nível em um ano Letícia Furlan Repórter de Mercados Publicado em 11 de abril de 2026 às 14h00. Entre os recortes analisados, o destaque está nas gerações mais jovens. A geração Z, formada por pessoas entre 21 e 28 anos, lidera a intenção de compra, com 59%...

Gênero não binário integra personalidade e pode estar no registro civil

Questão de identidade Gênero não binário integra personalidade e pode estar no registro civil 9 de abril de 2026, 10h38 “O Colendo Supremo Tribunal Federal, no julgamento da ADI 4275, que analisou a possibilidade de alteração do prenome e do sexo no registro civil de pessoa transgênero, assentou...

Testamento estrangeiro com bens no Brasil: Por que o STJ negou a homologação?

Testamento estrangeiro com bens no Brasil: Por que o STJ negou a homologação? Adriana Ventura Maia Supremo decide que bens no Brasil exigem inventário nacional, mesmo com testamento estrangeiro, reforçando a soberania e a segurança jurídica sucessória. quinta-feira, 9 de abril de 2026 Atualizado em...

Crédito com garantia de imóvel atrai tomadores

02/04/2026 Crédito com garantia de imóvel atrai tomadores Embora a modalidade esteja em expansão, ainda há espaço para crescimento, aponta Abecip Conhecido como home equity, o crédito com garantia de imóvel tem sido cada vez mais utilizado no mercado financeiro nacional. Dados da Associação...